Parece que o amor decepcionou as pessoas, que o tempo levou a sensibilidade, o trabalho substituiu a carência afetiva, a preocupação com a futilidade suprimiu o desejo de apreciar as coisas mais simples, e nos tornamos escravos de uma vida que o tempo todo nos faz questionar se estamos de fato onde queríamos estar, com quem queríamos estar, e às vezes o que parece é que você está vivendo a vida de outra pessoa e que a sua própria vida ficou perdida em algum lugar... até quando na sua vida você foi quem você realmente queria ser? Quem foi a última pessoa que você olhou com os olhos cheios de paixão e disse aquele "eu te amo" que vem de dentro do coração? Quantas músicas você já parou para ouvir, pensar e dedicar a alguém que você amasse? Quantas poesias de amor você tem lido ultimamente? Quais romances você assistiu que te fizeram chorar? Quantas vezes você quis gritar o nome de alguém com saudades? E nas suas orações antes de dormir você tem pedido a Deus por aquela pessoa? Pode ser por aquela que está dormindo do seu lado, ou aquela que você abriu mão um dia e que talvez já nem pense mais em você e esteja até feliz do lado de outro alguém, mas foi por ela que você se sentiu pulsar, sentiu as pernas bambas e experimentou as loucuras mais saudáveis de amor e que são tão essenciais pra nossa vida...
Esses são alguns poucos dos meus questionamentos, quase devaneios..
E foi assim que me ocorreu uma linda lembraça que me encheu de motivação e espero que também sirva pra quem ainda tem uma potinha de esperança. No ano passado meu então cunhado chamou a mim e alguns amigos para uma missão que me fez acreditar que essa espécie embora em extinção ainda pode ser encontrada em lugares não tão longe como eu imaginava (Itália por exemplo) como eu iria parar lá, com que pretexto, nem falo a língua, mas enfim, voltando a 2010, no dia 28 de maio estávamos nós na janela do quarto da minha irmã cantando seus 22 anos de vida, e bem a minha frente, lá estava aquela espécie rara, cantando apaixonadamente o seu amor...
dedico esse texto a Daniela ("criatura cantante" do meu trabalho) e a Rafael (o "ser romântico", paulista-mineiro, brasilleiro e meu vizinho)
Românticos
Vander LeeComposição: Nado Siqueira
Românticos são poucos
Românticos são loucos
Desvairados
Que querem ser o outro
Que pensam que o outro
É o paraíso...
Românticos são lindos
Românticos são limpos
E pirados
Que choram com baladas
Que amam sem vergonha
E sem juízo...
São tipos populares
Que vivem pelos bares
E mesmo certos
Vão pedir perdão
Que passam a noite em claro
Conhecem o gosto raro
De amar sem medo
De outra desilusão...
Romântico
É uma espécie em extinção!
Romântico
É uma espécie em extinção!
Românticos são poucos
Românticos são loucos
Desvairados
Que querem ser o outro
Que pensam que o outro
É o paraíso...
Românticos são lindos
Românticos são limpos
E pirados
Que choram com baladas
Que amam sem vergonha
E sem juízo...
São tipos populares
Que vivem pelos bares
E mesmo certos
Vão pedir perdão
Que passam a noite em claro
Conhecem o gosto raro
De amar sem medo
De outra desilusão...
Romântico
É uma espécie em extinção!
Romântico
É uma espécie em extinção!
Românticos são poucos
Românticos são loucos
Como eu!
Românticos são loucos
Românticos são poucos
Como eu! Como eu!